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21/09/2004 16:58
Olá para todos aí!
Cara, o fim (?) de semana começou cedo. Já na quarta feira teve Underground Social na Fundição Progresso. Rock Beach na sexta... Um mimo nosso aqui pra vocês: resenha do show do Dance Of Days no Hangar 110 sábado retrasado. Não podemos deixar de agradecer a galera de Barra Mansa, onde estivemos no sábado pra conferir o London Calling. Valeu pela receptividade e principalmente pela acolhida (meninas do Chato Zine). Tudo muito legal mesmo!... Só que nem tudo é festa, né? Mais um Ramone se foi...
Underground Social
15/09/2004
Fundição Progresso (Rio de Janeiro/RJ)
SOLSTÍCIO CONFRONTO DJANGOS MARCELO YUCA
E fazia tempo que eu não pisava na Fundição Progresso. A última vez que estive lá foi pra ver UK Subs, da Inglaterra, junto com o Cólera. Legal voltar, ainda mais em um evento comprometido com ongs e questões sociais. Teve de tudo: Arte circense, duelo de MCs, djs... E bandas!
A primeira a subir no palco (E eu não perdi a primeira! Incrível!) foi a cabofriense Solstício. Fazendo seu penúltimo show. Uma pena. No palco? Hardcore competente, muitíssimo bem executado. Arrasador! Sons cantados em coro pela galera que chegou pra frente pra conferir uma das melhores bandas do Rio de Janeiro. Logo em seguida, outra pancada! Confronto. Os caras mostraram seu metalcore (Que seja, mais um rótulo...) pra uma galera que cantava e berrava cada frase, cada verso. Ótimo show! A noite ainda contou com show da banda Djangos e discotecagem de Marcelo Yuca.
Levando em consideração que tratava-se de uma quarta feira, o público foi no mínimo excelente. Teve galera pra curtir tudo que rolou. Cada um na sua, e sem stress. E isso é bom. Nem poderia ser diferente em se tratando de um evento comprometido com causas nobres, como foi esse. Ponto pras bandas, pro público, pro evento, enfim, bem legal!
Rafael A.
Rock Beach
17/09/2004
Mourisco (Rio de Janeiro/RJ)
CARBONA LEELA RAMIREZ SUPERTRUPHO
Evento com uma senhora estrutura esse Rock Beach. A parada teve desde djs, espaço para a galera andar de skate e grafitar até muro de escalada. Tudo com o visual da Praia de Botafogo de um lado e o Pão de açúcar do outro. Pois é, né? Mas teve som também! Vamos então as bandas que passaram pelo palco do Rock Beach.
De cara, quem subiu ao palco pra dar início aos trabalhos foram os caras do Carbona. Abrindo com Meu Primeiro All Star, os caras passaram por sons do álbum mais recente, taito Não engole fichas, e coisas mais antigas. Dentre os sons que rolaram estavam Casaco Azul e a versão para Rock Away Beach lembrando a morte de Jonny Ramone. Logo depois foi a vez do Supertrumpho. O hardcore meio melódico, meio emo dos cariocas segurou a atenção da galera. Principalmente no pout-purrit com direito a uma do Bad Religion. No fim do show dos caras rolou o lançamento do primeiro vídeo clipe da banda. Em seguida o Ramirez fez um bom show, desde a introdução com uma cara meio Rock Inglês até as melodias a lá Los Hermanos. Bom show. Quem fechou a noite foi a também carioca Leela. Bianca Jhordão & cia. mostraram a competência de sempre e fizeram a alegria de quem ficou ata o final pra ver a banda. E ao que parece o cd da banda ta pra sair.
Pois bem. Evento, como disse, com uma senhora estrutura e bem organizado. Faltou o público marcar uma presença melhor. Já qu pelo evento e divulgção esperava-se bem mais gente. É esperar para quem venha um próximo.
Rafael A.
Infos: www.rockbeach.cjb.net
London Calling
18/09/2004
Espaço Cultural Comunidade Universitária (Barra Mansa/RJ)
NEW FORM MOPTOP 8MICROWAVE
O London Calling é um evento que já está meio que espalhando seu nome Rio de Janeiro afora. Já tinha ouvido falar e tava afim de conferir uma edição. E não é que rolou? É isso mesmo: Povo (?) do Feira Moderna Zine em Barra Mansa pra conferir esta edição do London Calling.
Os primeiros a pisar no palco foram os locais do New Form. Pancadaria bem bacana com influências de grind e crustcore. Bem bacana! Os cariocas do Moptop vieram logo em seguida e fizeram, pra min, o melhor show da noite. O som dos caras transita entre o indie e o pós-punk e a banda parece ter muitas influências de The Strokes. O ponto alto ficou por conta da versão dos caras para In Between Days do The Cure. Muito bom show! Quem fechou (parcialmente) os trabalhos foram os também cariocas do 8Microwave. Os caras fizeram um bom show. Mas a roda esquentou mesmo com os covers de Ace Of Spades do Motorhead, Kerosine do Bad Religion e na homenagem a Jonny Ramone.
Oficialmente o show tinha acabado, mas ainda sobrou tempo para dois show relâmpagos das ótimas Speak Nine e Damian e uma jam com gente de uma penca de bandas, tocando vários sons dos Ramones. Legal demais! Cidade bacana, casa cheia, galera maneira, cerveja gelada, enfim, nota 10!
Rafael A.
Info: londoncalling@cbgb.net
E vai aí o que rolou na última passagem do Dance Of Days pelo Hangar 110:
05/09/2004
Hangar 110 (São Paulo/SP)
NEUTRAL - LEVEL NINE FULLHEART DANCE OF DAYS
Domingo de tempo levemente nublado em SP, ainda meio cansado da balada louca de sábado, chego ao Hangar 110 por volta das cinco e meia, seis horas da tarde, e já era possível ver uma quantidade significativa de pessoas na fila para adquirir seus ingressos para o show. Depois de algumas cervejas e um bom papo no bar, eis que entramos no show.
Chego e o show havia acabado de começar, estava ao palco o Neutral. A banda tem um som baseado no hardcore melódico, com algumas pitadas de emo, onde talvez Cpm 22 e Aditive sejam claras influências. Música boas e alguns refrões marcantes fazem desta banda uma promessa. No final do show levaram Você, última música de trabalho do Dead Fish.
Depois de se passarem alguns minutos, sobe ao palco o Level Nine, que teve seu cd Sobre Retratos e Histórias... lançado recentemente pela One Life Recordings. O show começa e já podemos ver que a banda já tem um bom público, e a galera já canta junto algumas músicas da banda, logo de cara percebemos uma boa influência de Thrice, e umas passagens mais pesadas/cadenciadas, tudo muito bem tocado e com o vocal muito agradável. Destaque para o carisma do vocalista com o público, que interage de maneira eufórica.
Finalmente chega a hora do show que eu mais esperava. Depois de lançar o seu primeiro full lenght A Meta, o Fullheart já é pra mim uma das melhores bandas nacionais com suas letras marcantes e sonoridade própria. A banda abriu o show com Duelo de Egos acordando todo mundo e mostrando a que veio. O show segue insano com muitas músicas de seu novo disco destacando O Lúdico, o Autoritário e o Polêmico e músicas do primeiro EP, principalmente quando se escuta os primeiros acordes de Algo Sobre Nós que é logo seguida de Sonhos Vazios de Preenchimento. O Hangar tremia quando a banda executa com maestria Revisando Conceitos, música que deu origem ao primeiro clipe da banda, além de outras músicas de A Meta podemos destacar o petardo Inferno e Distância. A banda encerra com Carta a Um Amigo e sai do palco deixando todos com um gostinho de quero mais.
O Dance Of Days, banda esperada pela maioria presente, sobe ao palco aclamado, e com um set list bem variado com músicas deseus últimos cds. Com o público nas mãos, Nenê Altro & Cia comandavam o show com músicas como Adeus Sofia, Balada do Corcel Verde Velho, Nos Olhos da Guernica entres outras. Músicas já conhecidas se alternavam com músicas novas, num show longo, mas nem um pouco cansativo para os fãs presentes. Minha maior surpresa foi ouvir Left, a única de seu EP de estréia 6 First Hits que foi executada. Um set grande, tocaram mais de 25 músicas, e não perderam o pique quando tiveram uns pequenos problemas com o som. Correção foi um grande destaque e ponto alto do show, junto a músicas como Se Essas Paredes Falassem e Tochas Para Joana. Mais uma vez a banda mostra que tem um grande público e que está aí para ficar.
Rômulo Natan
enviada por Feira Moderna Zine
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